SP quer 31 milhões de doses extras da vacina da gripe para ampliar campanha

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

O governo do estado de São Paulo solicitou ao Ministério da Saúde 31 milhões de doses extras da vacina contra a gripe para que a imunização seja estendida a toda a população paulista. A previsão inicial da campanha era vacinar apenas os grupos prioritários, como idosos, gestantes, crianças pequenas e profissionais de saúde.

Desde ontem (5), a campanha nacional de vacinação foi ampliada para a população em geral em alguns estados. Com 76,7% do público-alvo vacinado, o Ministério da Saúde orientou estados e municípios a ofertar a vacina para todas as faixas etárias, enquanto durarem os estoques. A medida só é válida este ano e foi adotada porque ainda há um estoque de 10 milhões de doses. Cada estado ou município tem autonomia para decidir sobre a liberação da vacina.

Segundo a Secretaria da Saúde de São Paulo, até o momento, 9,4 milhões de doses foram aplicadas em todo o estado em pessoas incluídas nos grupos prioritários e específicos. São Paulo ainda tem 3,6 milhões de doses, mas decidiu manter a oferta apenas para o públicos-alvo previamente definido.
Brasília – O Ministério da Saúde promove o Dia D de Vacinação contra a gripe em postos de todo o país (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
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Vacinação protege contra o vírus Influenza Marcello Casal Jr/Arquivo/Agência Brasil

Em nota à imprensa, a secretaria informou que “espera que o ministério envie o quantitativo necessário para estender a imunização a todos”.

O Ministério da Saúde, também em nota, disse que todas as doses da vacina disponíveis para 2017 já foram distribuídas às unidades da federação e que não há recomendação de vacinar 100% da população brasileira.

“No caso de São Paulo, deve ser ressaltado que a Fundação Butantan, do governo do estado, é o fornecedor de vacinas do Ministério da Saúde. A secretaria estadual pode, com recursos próprios, fazer a aquisição conforme sua necessidade além da estratégia nacional.”

O ministério diz ainda que “não concorda com o desperdício de vacinas e, portanto, recomenda que [São Paulo] disponibilize a imunização à população do estado até o fim de seu estoque”.
Edição: Luana Lourenço

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